Dia de jogo da Seleção Brasileira, lembrei da minha meteórica passagem
pelo mundo da bola. Meteórica é modo de dizer, porque não houve subida nem descida.
Parafraseando aquela antiga novela, posso me considerar uma espécie de jogador que foi sem nunca ter sido.
Mas vamos à história.
Quando eu cursava a segunda série de ginásio, no
Instituto de Educação Régis Pacheco – IERP, em Jequié-Bahia, tive a brilhante ideia de formar um time de
futebol para disputar uma partida contra os alunos da mesma série do Ginásio do Padre. O jogo seria na casa dos adversários, mas isso estava
longe de significar o pior. Pelo menos pra mim.
Providenciei as camisas, a bola e, no dia do grande clássico, eu era o único a usar chuteiras. Fiz o percurso de
casa até o campo, andando pela rua com aquele calçado esquisito cheio de
travas. Poc, poc, poc, poc...
Infelizmente, meu próprio time conspirou contra mim e eu comecei a
partida no banco de reservas. Permaneci ali durante todo o primeiro tempo e
quase até o final do segundo. Só nos últimos cinco minutos, ameacei confiscar a
bola e esse argumento convenceu meus
companheiros de equipe a me deixarem entrar em campo.
Foi um fiasco. Eu corria de um lado para outro e ninguém passava a bola
pra mim. Terminou a partida, perdemos por três a zero e eu sai do jeito que
entrei: sem tocar na bola.
Naquele mesmo dia, jurei pra mim mesmo que jamais tentaria jogar futebol
e assim, o esporte preferido dos brasileiros livrou-se de mais um perna de pau. Logo depois, decidi entrar
para a música e para a literatura. Os torcedores certamente saíram no lucro. Já
os ouvintes e os leitores...
Rafael Júnior
Pedagogo/músico/escritor
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