quarta-feira, 10 de junho de 2015

O FUTEBOL SE LIVROU DE UM PERNA DE PAU. SERÁ QUE A MÚSICA E A LITERATURA LEVARAM ALGUMA VANTAGEM NISSO?

Dia de jogo da Seleção Brasileira, lembrei da minha meteórica passagem pelo mundo da bola. Meteórica é modo de dizer, porque não houve subida nem descida. Parafraseando aquela antiga novela, posso me considerar uma espécie de jogador que foi sem nunca ter sido.
Mas vamos à história. 
Quando eu cursava a segunda série de ginásio, no Instituto de Educação Régis Pacheco – IERP, em Jequié-Bahia, tive a brilhante ideia de formar um time de futebol para disputar uma partida contra os alunos da mesma série do Ginásio do Padre. O jogo seria na casa dos adversários, mas isso estava longe de significar o pior. Pelo menos pra mim.
Providenciei as camisas, a bola e, no dia do grande clássico, eu era o único a usar chuteiras. Fiz o percurso de casa até o campo, andando pela rua com aquele calçado esquisito cheio de travas. Poc, poc, poc, poc...
Infelizmente, meu próprio time conspirou contra mim e eu comecei a partida no banco de reservas. Permaneci ali durante todo o primeiro tempo e quase até o final do segundo. Só nos últimos cinco minutos, ameacei confiscar a bola e esse argumento convenceu meus companheiros de equipe a me deixarem entrar em campo.
Foi um fiasco. Eu corria de um lado para outro e ninguém passava a bola pra mim. Terminou a partida, perdemos por três a zero e eu sai do jeito que entrei: sem tocar na bola.

Naquele mesmo dia, jurei pra mim mesmo que jamais tentaria jogar futebol e assim, o esporte preferido dos brasileiros livrou-se de mais um perna de pau. Logo depois, decidi entrar para a música e para a literatura. Os torcedores certamente saíram no lucro. Já os ouvintes e os leitores...
                                                                           Rafael Júnior
                                                                                                                      Pedagogo/músico/escritor

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