O desinteresse pela
leitura e, principalmente, a dificuldade de utilizar esta ferramenta tão
importante para o aprendizado é, sem sombra de dúvida, um dos principais
entraves para a melhoria do sistema educacional no Brasil. Os dados da última
pesquisa do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), revelam que metade
dos nossos estudantes não compreendem o que leem. Este dado inquietante joga
luz sobre as razões que levam o aluno brasileiro a perder o interesse pela leitura. Afinal de
contas, ninguém se interessa por aquilo que não compreende. Reverter esse
quadro é um desafio que começa na base, no ensino fundamental. E a música, pode
ser uma excelente ferramenta para auxiliar nesse processo.
Desde a Grécia
antiga, berço da civilização ocidental, aedos e rapizodos cantavam de porta em
porta como forma de transmitir mitos, lendas e disseminar a própria história da
humanidade. A música, portanto, sempre esteve presente nas narrativas do
período em que a oralidade era a única forma de “aprisionar” a informação.
Neste alvorecer do
terceiro milênio, quando a escrita e outras formas de fixação da palavra estão
alegremente acessíveis nos quatro cantos do planeta, a música ainda mantém um
poder fascinante, sobretudo em países como o Brasil, comprovadamente o lugar
que tem o povo mais apaixonado por música em todo o mundo.
Mas formar futuros leitores,
estimular o gosto e manter o interesse pela leitura, além de vencer o
analfabetismo funcional e proporcionar a compreensão do que se lê não são
tarefas fáceis nem conquistas que se possam obter através de uma única ação. É
nesse contexto que propomos a apropriação das diversas plataformas atuais de
fixação da palavra e da imagem, atrelada ao uso de narrativas em versos
musicados, como uma das estratégias para despertar e manter o interesse pela
leitura.
E como diz a
estória: quem souber que conte outra.
Rafael Júnior
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